Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Município - DOM.
DECRETO Nº 14.876 DE 24 DE AGOSTO DE 2004
(Publicação DOM 25/08/2004 p. 08)
REVOGADO pelo Decreto nº 15.038, de 30/12/2004
A Prefeita do Município
de Campinas, no uso de suas atribuições legais, e
CONSIDERANDO a necessidade de articular institucionalmente a Vigilância
em Saúde/VISA, da Secretaria Municipal de Saúde e o Departamento de Uso e
Ocupação do Solo/DUOS, da Secretaria Municipal de Obras e Projetos, tendo como
objetivo os procedimentos para o licenciamento das atividades dos
estabelecimentos e serviços de interesse à saúde e de assistência à saúde;
CONSIDERANDO a necessidade de padronizar, agilizar e melhorar a
qualidade dos procedimentos administrativos referentes à emissão do Alvará de
Uso pelo Departamento de Uso e Ocupação do Solo/DUOS e à emissão da Licença de
Funcionamento pela Vigilância em Saúde/VISA, dos estabelecimentos e serviços de
interesse à saúde e de assistência à saúde;
CONSIDERANDO a necessidade de padronizar a assunção de responsabilidade
técnica pelos projetos de funcionamento dos estabelecimentos e serviços de
interesse à saúde e de assistência à saúde;
CONSIDERANDO a necessidade de padronizar os procedimentos para o
licenciamento das atividades de caráter transitório dos circos, parques, e
outros eventos similares sempre que envolverem produtos alimentícios e animais;
CONSIDERANDO os termos da legislação sanitária vigente, especialmente o
que dispõe a Lei Municipal nº 6.764, de 13/11/91 e a Lei Estadual nº
10.083, de 23/09/98; e
CONSIDERANDO os termos do artigo 9º e do inciso
IV do artigo 18 da Lei Municipal nº 11.749, de 13/11/03, que "Dispõe sobre a
concessão do Alvará de Uso das Edificações";
dcr0467
DECRETA:
Art. 1º Os estabelecimentos com atividades e
serviços de interesse à saúde, no tocante à emissão do Alvará de Uso e da
Licença de Funcionamento, deverão observar os procedimentos do presente decreto
e seus anexos.
Parágrafo único. A responsabilidade técnica dos projetos de
funcionamento das atividades e serviços de interesse à saúde e de assistência à
saúde será regulada na forma dos anexos que fazem parte integrante do presente
decreto.
Art. 2º As atividades descritas no artigo
anterior deverão atender às seguintes etapas:
I - etapa de pré-cadastro junto à Vigilância em Saúde/VISA;
II - etapa de licenciamento no DUOS;
III - etapa de licenciamento junto à Vigilância em Saúde - VISA.
Parágrafo único. As atividades de caráter transitório dos circos,
parques e outros eventos similares envolvendo produtos alimentícios e animais,
observadas as disposições da Lei nº 11.492, de 21 de março de 2003, ficam
dispensados de atender a etapa III deste artigo e serão avaliadas conforme o
Anexo II do presente decreto.
Art. 3º Na etapa de pré-cadastramento na
Vigilância em Saúde - VISA, o interessado deverá protocolar o requerimento para
obtenção do Laudo de Conformidade Técnica (LCT), apresentando os documentos
relacionados no ANEXO I do presente decreto.
Parágrafo único. A expedição do Laudo de Conformidade Técnica (LCT)
ocorrerá no prazo de 30 dias, contados da data de entrada na Vigilância
Sanitária - VISA.
Art. 4º Para o licenciamento no DUOS, o
interessado deverá protocolar o pedido de análise do Alvará de Uso, anexando os
documentos relacionados no Decreto 14.262/03 e uma cópia do protocolo de
solicitação do Laudo de Conformidade Técnica (LCT) junto à Vigilância em Saúde
- VISA.
Art. 5º O Alvará de Uso somente será
expedido após a apresentação junto ao DUOS do Laudo de Conformidade Técnica
(LCT).
Art. 6º Sem prejuízo da observância da
legislação estadual em vigilância sanitária, o Alvará de Uso se constitui em
documento obrigatório para a obtenção da Licença de Funcionamento.
Art. 7º Os estabelecimentos de que trata o
presente decreto somente poderão funcionar após a obtenção do Alvará de Uso,
expedido pelo Departamento de Uso e Ocupação do Solo - DUOS, e a Licença de
Funcionamento, expedida pela Vigilância em Saúde - VISA.
Art. 8º Os formulários e impressos
referentes aos procedimentos administrativos previstos nos Anexos I e II, neste
decreto, serão estabelecidos pela Secretaria de Saúde através de Resolução, que
será publicada no Diário Oficial do Município. (Ver Resolução nº 01, de 03/09/2004-SMS)
Art. 9º Nos pedidos protocolizados antes da entrada
em vigor deste decreto, será concedido o prazo de 180 (cento e oitenta) dias
para a apresentação do LCT junto ao Departamento de Uso e Ocupação do Solo -
DUOS, para fins de obtenção do Alvará de Uso.
Art. 10. Este decreto entra em vigor na data
de sua publicação.
Campinas, 24 de agosto de 2004
IZALENE TIENE
Prefeita Municipal
MARÍLIA CRISTINA BORGES
Secretária de Assuntos Jurídicos e da Cidadania
SILVIA FARIA
Secretária de Obras e Projetos
MARIA DO CARMO CABRAL CARPINTERO
Secretaria Municipal de Saúde
REDIGIDO NA
COORDENADORIA SETORIAL TÉCNICO-LEGISLATIVA, DA SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSUNTOS
JURÍDICOS E DA CIDADANIA, CONFORME ELEMENTOS DO PROTOCOLADO 10/28162, DE 12 DE
JULHO DE 2004, E PUBLICADO NA SECRETARIA DE GABINETE E GOVERNO, NA DATA SUPRA.
LAURO CAMARA MARCONDES
Secretario de Gabinete e Governo
RONALDO VIEIRA FERNANDES
Coordenador Setorial Técnico-Legislativo
DIRETRIZES, CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS PARA A AVALIAÇÃO
FÍSICO-FUNCIONAL DE PROJETOS DE EDIFICAÇÕES DE ESTABELECIMENTOS DE INTERESSE À
SAÚDE E FORNECIMENTO DO LAUDO DE CONFORMIDADE TÉCNICA - LCT - (ETAPA DE
PRÉ-CADASTRO NA VISA)
1. OBJETIVOS
1.1. Avaliar a adequação
das edificações, instalações e equipamentos dos estabelecimentos e serviços de
interesse à saúde e dos serviços de assistência à saúde às finalidades
pretendidas, segundo as normas técnicas gerais e específicas aplicáveis no
âmbito de competência do SUS, proporcionando o máximo de eficiência para o
desempenho das atividades, a salubridade dos ambientes construídos e a proteção
do meio ambiente.
1.2. Aprimorar os procedimentos de avaliação físico-funcional de forma a dar
maior transparência e eficiência ao processo, minimizando possíveis conflitos
nas instâncias posteriores.
2. OBJETOS DE AVALIAÇÃO
2.1. As edificações cujos
projetos estão sujeitos a avaliação físico-funcional por parte da vigilância em
saúde, são aquelas que abrigam atividades de interesse à saúde conforme
relacionadas no Anexo I da Portaria CVS 16, de 24/10/03, ou regulamento que
venha a atualizá-la, alterá-la e/ou substituí-la.
2.2. As atividades referidas no item anterior que não necessitam de prévia
avaliação físico-funcional por parte da vigilância em saúde para exploração de
suas atividades continuam sujeitas às normas contidas na legislação sanitária
vigente e são passíveis de inspeção para verificação de suas condições físicas
e de salubridade.
3. PROCEDIMENTOS DE SOLICITAÇÃO
3.1. A solicitação da
avaliação do projeto deve ser protocolada e estar dirigida ao órgão de
vigilância em saúde do respectivo Distrito de Saúde segundo a localização do
estabelecimento, cabendo a este se manifestar sobre o requerido, de forma a
possibilitar que se atenda aos propósitos de exploração de atividades no local;
o mesmo órgão constitui-se ainda em instância de orientação para que o projeto
atenda a legislação sanitária vigente.
3.2. A referida solicitação deve identificar a atividade de interesse à saúde a
ser exercida no estabelecimento, devendo conter expressa declaração de
conformidade com as normas sanitárias, conforme modelo de requerimento anexo a
este decreto e, estar devidamente assinada pelo responsável legal pelo
estabelecimento e por um responsável técnico pelo projeto, o qual deverá ter
formação em engenharia ou arquitetura.
4. DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM A SOLICITAÇÃO
4.1. O projeto deve ser
apresentado em escala 1:50 (um para cinquenta), podendo-se admitir, em casos
específicos ou quando a legislação assim o exigir, outras escalas para melhor
entendimento da proposta.
4.1.1. O projeto deve conter informações que permitam a avaliação
físico-funcional quanto aos aspectos relacionados no item 7 deste anexo, além
daqueles que, a critério da autoridade sanitária competente, sejam considerados
relevantes para a perfeita compreensão da proposta.
4.1.2. Além da planta baixa, o projeto deve conter implantação das edificações,
instalações e equipamentos no lote, permitindo uma perfeita compreensão da
localização de equipamentos e a circulação de pessoas e materiais.
4.2. Ao projeto deve ser anexada a cópia da ART (Anotação de Responsabilidade
Técnica) do profissional responsável.
4.3. O projeto deve estar acompanhado de memorial de projeto que complementa as
peças gráficas e de memorial de atividades contendo, minimamente, a descrição
dos processos, da quantificação e qualificação de pessoal e equipamentos,
turnos de trabalho e demais informações que auxiliem a análise e compreensão da
atividade.
4.3.1. Os memoriais de projeto e de atividades devem ser assinados pelo
responsável legal pelo estabelecimento e pelo responsável técnico pelo projeto.
4.4. No caso de ambientes climatizados artificialmente, o responsável pelo
projeto deve apresentar compromisso expresso de que o projeto executivo das
instalações será elaborado de acordo com as normas técnicas oficiais vigentes,
destacando em planta os compartimentos que serão ventilados artificialmente, os
pontos de captação de ar exterior, a localização dos equipamentos, devendo ser
previsto acesso para limpeza de dutos e componentes.
4.5. Em caso de avaliação de projetos de cemitérios deve ser apresentado o
laudo de prospecção do solo, contendo informações do tipo de solo e nível do
lençol freático.
4.6. Em função de peculiaridades da edificação é facultado à autoridade exigir
informações, complementações e esclarecimentos sempre que julgar necessário
para melhor compreensão do projeto.
4.7. O projeto, acompanhado do memorial, deve ser apresentado, em duas vias, de
forma que, juntamente com o LCT, um jogo de vias possa ficar arquivado no setor
de avaliação e fiscalização e o outro devolvido ao interessado.
5. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
5.1. Fica facultada à
autoridade sanitária a solicitação de outros documentos, em caráter
complementar, desde que necessários para a avaliação do projeto, especialmente
em se tratando de atividades consideradas de alta complexidade.
6. EQUIPE TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
6.1. A equipe
multiprofissional de vigilância em saúde para fins de avaliação
físico-funcional dos projetos de edificações deve ser constituída de
autoridades sanitárias de nível técnico e nível superior, cuja formação se
relacione com a atividade ou processo desenvolvido no estabelecimento objeto da
análise.
6.1.1 As atividades de média e alta complexidade serão avaliadas por
profissionais de nível superior cuja formação se relacione com a atividade ou
processo desenvolvido no estabelecimento objeto da análise.
6.2. Cabe ao profissional técnico contratado para a execução do projeto de
edificação cumprir todas as exigências legais definidas pela legislação
sanitária vigente quanto aos aspectos construtivos, inclusive se não abordado
durante a avaliação físico-funcional.
7. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO FÍSICO-FUNCIONAL DO PROJETO
7.1. A avaliação
físico-funcional do projeto deve contemplar, minimamente, aspectos relacionados
ao fluxo operacional das atividades a serem desenvolvidas no estabelecimento, à
identificação e dimensionamento dos compartimentos, à disposição geral do
mobiliário e dos equipamentos, aos acessos e às condições de saneamento do
entorno, no que interessa à saúde.
7.1.1. Entende-se por fluxo operacional a sequência de operações presentes nas
atividades desenvolvidas.
7.2. Na avaliação do projeto será observado o cumprimento das normas técnicas
específicas aplicáveis às atividades desenvolvidas, no que compete à saúde.
7.3. A edificação que se destina a abrigar qualquer atividade de interesse à
saúde deve garantir rigorosa condição de salubridade a todos os ambientes
internos e ao seu entorno imediato.
7.3.1. Entende-se por condições gerais de salubridade da edificação, as
características referentes à iluminação e ventilação, à estanqueidade da
cobertura e dos elementos de vedação, aos revestimentos dos elementos
estruturais das áreas de uso geral e das instalações sanitárias, ao isolamento
térmico e acústico, às instalações de água e esgoto, aos recuos e afastamentos
no que se refere à ventilação e iluminação, bem como ao saneamento ambiental.
7.3.2. A condição de conformidade do prédio às normas gerais referentes à
salubridade das edificações é de responsabilidade do proprietário, ou de quem
detenha legalmente sua posse, e do responsável técnico pelo projeto.
7.4. Caso for verificado, em inspeção ao estabelecimento por ocasião da etapa
de regularização na Vigilância em Saúde/VISA, que as condições declaradas no
processo não contemplam a legislação sanitária a respeito das atividades,
contrariando as declarações do proprietário e do responsável técnico pelo
projeto, será indeferida a solicitação de regularização do estabelecimento e o
mesmo estará sujeito às penalidades previstas na legislação sanitária, sem
prejuízo de outras providências cabíveis.
7.5. Deferida a solicitação, todas as peças gráficas e descritivas que compõem
o projeto devem receber o visto relativo ao deferimento, contendo: a data; a
assinatura; o nome legível e nº de matrícula do(s) servidor(es) responsável(is)
pela avaliação; e o nº do Laudo de Conformidade Técnica-LCT emitido, vinculado
ao projeto.
7.6. A Vigilância em Saúde/VISA disporá de 30 (trinta) dias para emitir um
parecer conclusivo sobre a solicitação, contados a partir da data do
protocolamento.
7.6.1. A solicitação de exigência por parte da Vigilância em Saúde/VISA
ocorrerá somente uma única vez, ficando o prazo prorrogado em no máximo 10
(dez) dias.
8. LAUDO DE CONFORMIDADE TÉCNICA - LCT
8.1. A avaliação
físico-funcional favorável ao projeto deve resultar na emissão de Laudo de
Conformidade Técnica- LCT, conforme modelo padronizado.
8.2. O Laudo de Conformidade Técnica-LCT deve expressar a concordância do órgão
de vigilância em saúde a respeito da adequação da edificação à finalidade
proposta, informando ao interessado os termos relativos ao deferimento.
8.2.1. Nos termos relativos ao deferimento devem constar explicita e
detalhadamente os condicionantes e exigências pendentes a serem verificadas no
ato da inspeção (Etapa de Regularização na VISA), desde que não impliquem em
alterações na estrutura físico funcional e que não comprometam as finalidades
de uso dos ambientes definidas em projeto.
8.3. A não concordância do órgão de vigilância sanitária em relação ao projeto
apresentado deve resultar em termo de indeferimento, com as respectivas
justificativas embasadas legalmente.
8.4. O deferimento ou indeferimento do solicitado deverá ser publicado no
Diário Oficial do Município.
8.5. Quando do deferimento do requerido, a Coordenação da Vigilância em
Saúde/VISA responsável pela avaliação, deve emitir 2 (duas) vias do Laudo de
Conformidade Técnica-LCT, contendo a assinatura, o nome legível, o registro no
respectivo conselho profissional e o número da matrícula do servidor.
8.5.1. O Laudo de Conformidade Técnica-LCT é parte integrante do projeto
avaliado que teve sua solicitação deferida, sendo obrigatória sua apresentação
para o deferimento do Alvará de Uso expedido pelo Departamento de Uso e
Ocupação do Solo/DUOS.
DIRETRIZES, CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS PARA A AVALIAÇÃO DAS
ATIVIDADES DE CARÁTER TRANSITÓRIO DOS CIRCOS, PARQUES E OUTROS EVENTOS
SIMILARES, QUANDO ENVOLVEREM PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E ANIMAIS, E O FORNECIMENTO
DE COMPROVANTE DE CADASTRAMENTO NA VIGILÂNCIA EM SAÚDE - (CADASTRO NA VISA)
1. OBJETIVOS
1.1. Avaliar a adequação
das condições das instalações e equipamentos dos circos, parques, e de outros
eventos similares, sempre que envolverem produtos alimentícios e animais, às
finalidades pretendidas, segundo as normas técnicas gerais e específicas
aplicáveis no âmbito de competência do SUS, proporcionando o máximo de
eficiência para o desempenho das atividades; a salubridade dos locais
utilizados; e, a proteção do meio ambiente.
1.2. Aprimorar os procedimentos de avaliação físico-funcional de forma a dar
maior transparência e eficiência ao processo, minimizando possíveis conflitos
nas instâncias posteriores.
2. OBJETOS DE AVALIAÇÃO
2.1. Os locais
utilizados por circos, parques e outros eventos similares, suas instalações e
equipamentos, sempre que envolverem produtos alimentícios e animais, sujeitos a
avaliação físico-funcional por parte da vigilância em saúde.
3. PROCEDIMENTOS DE SOLICITAÇÃO
3.1. A solicitação da
avaliação do evento transitório deve ser protocolada e dirigida para ao órgão
de vigilância em saúde do respectivo Distrito de Saúde segundo a sua
localização, de forma a possibilitar que esta atenda aos seus propósitos.
3.1.1. A solicitação deve ser protocolada com, no mínimo, 30 (trinta) dias de
antecedência, contados da data de início do evento.
3.2. A referida solicitação deve identificar a atividade de interesse à saúde a
ser exercida pelo evento transitório, devendo conter expressa declaração de
conformidade com as normas sanitárias, conforme modelo a ser adotado pela
Secretaria de Saúde e estar devidamente assinada pelo responsável legal pelo
evento e por um responsável técnico com formação compatível com o mesmo.
4. DOCUMENTOS QUE ACOMPANHAM A SOLICITAÇÃO
4.1. A solicitação deve
conter informações que permitam a avaliação físico-funcional no tocante aos
aspectos relacionados no item 7 deste anexo, além daqueles que, a critério da
autoridade sanitária competente, sejam considerados relevantes para a perfeita
compreensão da proposta.
4.2. A solicitação deve estar acompanhada de memorial contendo minimamente a
quantificação e qualificação das atividades, a descrição dos processos, quando
houver, da quantificação e qualificação de pessoal e equipamentos, turnos de
trabalho e demais informações que auxiliem a análise e compreensão da
totalidade das atividades do evento transitório.
4.2.1. Este memorial de atividades deve ser assinado pelos responsáveis legal e
técnico pelo evento.
4.3. Em função de peculiaridades do evento transitório é facultado à
autoridade, sempre que julgar necessário, exigir informações, complementações e
esclarecimentos para melhor compreensão da proposta.
5. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
5.1. Fica facultada à
autoridade sanitária a solicitação de outros documentos, em caráter
complementar, desde que necessários para a avaliação do proposta.
6. EQUIPE TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
6.1. A equipe técnica
multiprofissional de vigilância em saúde para fins de avaliação
físico-funcional dos projetos de edificações deve ser constituída por profissionais
de nível técnico ou superior, cujas formações se relacionem com a atividade
objeto da análise.
6.2. Cabe aos componentes da equipe técnica de avaliação cumprir todas as
exigências legais definidas pela legislação sanitária vigente quanto aos aspectos
pertinentes, inclusive se não abordado durante a avaliação físico-funcional.
7. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO FÍSICO-FUNCIONAL DO EVENTO
TRANSITÓRIO
7.1. A avaliação
físico-funcional do evento transitório deve contemplar, minimamente, aspectos relacionados
ao local das atividades, qualificando e quantificando-os quanto aos processos e
fluxos operacionais das atividades a serem exploradas pelo evento; à
identificação, dimensionamento e a disposição geral dos equipamentos; aos
acessos; e, às condições de saneamento do entorno.
7.1.1. Entende-se por fluxo operacional a sequência de operações presentes nas
atividades desenvolvidas.
7.2. Na avaliação do evento serão observados o cumprimento das normas técnicas
específicas aplicáveis às atividades desenvolvidas, incluídas a procedência e
qualidade dos produtos, no que se refere à saúde.
7.3. A localização que se destina a abrigar qualquer atividade de eventos
transitórios e de interesse à saúde deve garantir rigorosa condição de
salubridade a todos os ambientes úteis e ao seu entorno imediato.
7.3.1. Entende-se por "condições gerais de salubridade" do local do
evento, as características referentes à iluminação e ventilação, os elementos
de proteção e conservação dos produtos, aos revestimentos de elementos
estruturais dos equipamentos, da capacitação e vestimentas dos funcionários, da
necessidade de uso de água e sua qualidade, da destinação de resíduos e quanto
ao saneamento ambiental.
7.3.2. A condição de conformidade às normas gerais referentes à salubridade dos
eventos transitórios é de responsabilidade do proprietário ou de quem detenha
legalmente esta prerrogativa e do responsável técnico pelo mesmo.
7.4. Caso for verificado, em inspeção in loco que as condições declaradas na
solicitação de cadastramento não contemplam a legislação sanitária a respeito
das atividades, contrariando as declarações do proprietário e do responsável
técnico pelo evento, será indeferida a solicitação e o mesmo estará sujeito às
penalidades previstas na legislação sanitária, sem prejuízo de outras
providências cabíveis.
7.6. Deferida a solicitação, será providenciado o Cadastramento do evento pela
VISA.
7.7. A Vigilância em Saúde/VISA disporá de 10 (dez) dias para emitir um parecer
conclusivo sobre a solicitação, contados a partir da data do protocolamento.
7.6.1. A solicitação de exigência por parte da Vigilância em Saúde/VISA
ocorrerá somente uma única vez, ficando o prazo prorrogado em no máximo 5
(cinco) dias.
8. LAUDO DE CADASTRAMENTO
8.1. A avaliação
físico-funcional favorável à solicitação deve resultar na emissão de Laudo de
Cadastramento, conforme modelo padronizado adotado pela Secretaria de Saúde.
8.2. O Laudo de Cadastramento deve expressar a concordância do órgão de
vigilância em saúde a respeito da adequação da solicitação à finalidade
proposta, informando ao interessado os termos relativos ao deferimento.
8.3. A não concordância do órgão de vigilância sanitária em relação à
solicitação deve resultar em termo de indeferimento, com as respectivas
justificativas embasadas legalmente.
8.4. É obrigatória a apresentação do Laudo de Cadastramento aprovado pela
Vigilância em Saúde /VISA para o deferimento do Alvará de Uso expedido pelo
Departamento de Uso e Ocupação do Solo/DUOS.